As mulheres e a revolução
07:30
Postado por Francisco A. Silva
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| Reprodução da internet. |
O Portal Ciência & Vida, na seção Revista Sociologia, publicou uma resenha do livro As Mulheres, o Estado e a Revolução: política da família soviética e da vida social entre 1917 e 1936, da historiadora Wendy Goldman, publicado pela Editora Boitempo. A resenha é de autoria de Irene Maestro Guimarães, advogada e membro da Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo.
Confiram um trecho da resenha:
A estadunidense Wendy Goldman é uma reconhecida historiadora da Rússia e União Soviética, tendo desenvolvido diversos trabalhos que abordam a questão da mulher na Revolução Russa. A mulher, o Estado e a Revolução, considerado em 1994 o melhor livro no campo da história escrito por uma mulher, agora traduzido e publicado no Brasil pela Boitempo, é uma contribuição ímpar sobre o tema. Apesar das especificidades do contexto dessa experiência, os debates suscitados em torno dos direitos das mulheres e da complexidade de sua realização são de extrema atualidade, tornando a leitura fundamental para aqueles instigados pelos ideais de “amor livre”, bem como a todos que lutam por uma nova sociedade, livre de exploração e verdadeiramente comprometidos com o fim da opressão sobre as mulheres. Para os bolcheviques, a sobrecarga suportada pelas mulheres era um conflito para o qual o capitalismo “jamais seria capaz de fornecer uma solução sistemática”. Sua visão sobre a emancipação política, social e econômica das mulheres baseava-se em quatro elementos: união livre, libertação das mulheres pelo trabalho assalariado, socialização do trabalho doméstico e definhamento da família.
Entretanto, ao tomarem o poder e se depararem com o desafio de implantar medidas que avançassem nesse sentido, enfrentaram a dura realidade de um país arruinado pela guerra, fome, epidemias e profundas limitações econômicas.
Muitas divergências desenvolveram- -se sobre o papel dos pais e do Estado na criação dos filhos; o papel da família na transição; a sexualidade sem entraves e a vulnerabilidade de mulheres e crianças em uma sociedade anterior à contracepção; o “amor livre” e as desejadas uniões baseadas no mútuo sentimento.
Diversas modificações legais profundamente avançadas foram aprovadas: reconhecimento do casamento de fato, legalização do aborto, facilitação do divórcio e sua transferência para a esfera administrativa, pensão, responsabilidade pelos fi- lhos ilegítimos, refeitórios coletivos, creches nos ambientes de trabalho, restrições ao trabalho de gestantes e lactantes, lares para as crianças. Porém, contraditoriamente, ao confrontarem-se com a vida real, muitos desses avanços geraram consequências desastrosas para as soviéticas.
Num primeiro momento, o Estado assume a responsabilidade sobre a criação das crianças, mas sua dificuldade em arcar com tal política colocou milhares de crianças em situação de penúria: as instituições eram precárias, insuficientes e com falta de abastecimento. Centenas de milhares de crianças não tinham lar, morriam de fome, frio e doenças e vagavam sem assistência.
Para ler o texto na íntegra clique aqui.
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